Projeto de extensão do Câmpus Criciúma desenvolve cartilha que ensina a construir uma fossa-filtro

5. novembro 2013 | Escrito por | Categoria: Câmpus Criciúma, Cotidiano, Matérias

A falta de programas de coleta e tratamento de esgoto sanitário é um problema de saúde pública em todo o Brasil. A maioria das residências não são atendidas e isso pode provocar a contaminação de rios, lagos e oceanos, causando diversas doenças. Pensando nisso, o Câmpus Criciúma do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) desenvolveu uma cartilha que ensina as pessoas a construírem uma fossa-filtro, também conhecida como fossa séptica.

SONY DSCO material é resultado do projeto de extensão “Como construir uma fossa de forma correta? Seu Fossinha sabe!”, realizado no ano passado. Já a segunda edição e a distribuição do material foram viabilizados por meio do projeto “Seu Fossinha vai à comunidade”. Ambos foram apoiados pelo Programa Institucional de Apoio a Projetos de Extensão (Aproex). Coordenados pelo professor Pedro Rosso, os projetos foram desenvolvidos com a ajuda de outros professores e alunos do curso técnico subsequente de Edificações do Câmpus Criciúma. Ao todo, já foram impressos cerca de 2.000 exemplares da cartilha.

No município de Criciúma, construções de até 60m² estão dispensadas de apresentar um projeto hidrossanitário, o que permite que os próprios moradores construam seu sistema de tratamento de esgoto individual. Nesses casos, a prefeitura disponibiliza uma orientação técnica e, agora, os moradores ainda recebem a cartilha desenvolvida pelo IFSC.

capa_cartilhaA cartilha apresenta um passo a passo de como construir uma fossa-filtro, com ilustrações e explicações detalhadas sobre processo de construção. Para que o material ficasse ainda mais didático, foi criado um personagem, o Seu Fossinha. “Nossa intenção era ensinar as pessoas a construírem uma fossa-filtro em suas residências da forma mais clara possível. Quanto mais pessoas tiverem o sistema de tratamento de esgoto, maior será o benefício ao meio ambiente e à saúde da população”, esclarece Milena Brandão, uma das professoras envolvidas no projeto.

A professora conta ainda que o Câmpus Criciúma já foi procurado pela Fundação de Meio Ambiente de Içara para que seja produzido um material semelhante, levando em consideração as especificidades do município. “Lá eles têm outras formas de destino final para o esgoto. A ideia é orientar os moradores da cidade a escolher a opção mais adequada e também ensinar a construí-la”, conta Milena.

Para fazer o download da cartilha, clique aqui.

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