Fórum discute política para ensino de línguas no IFSC

14. março 2014 | Escrito por | Categoria: Câmpus Araranguá, Câmpus Caçador, Câmpus Canoinhas, Câmpus Chapecó, Câmpus Criciúma, Câmpus Florianópolis, Câmpus Florianópolis-Continente, Câmpus Garopaba, Câmpus Gaspar, Câmpus Itajaí, Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, Câmpus Jaraguá do Sul-Rau, Câmpus Joinville, Câmpus Lages, Câmpus Palhoça Bilíngue, Câmpus São José, Câmpus São Miguel do Oeste, Câmpus Urupema, Campus Xanxerê, Matérias, Reitoria

forum_geralA compreensão do sentido dado ao termo proficiência e as peculiaridades do ensino de idiomas numa instituição de educação profissional, científica e tecnológica foram os eixos que nortearam as discussões do I Fórum de Ensino de Línguas do IFSC, realizado nos dias 13 e 14 de março no hotel Golden Executive, em São José. O evento teve a participação de 75 professores das línguas portuguesa, inglesa, espanhola, francesa e Libras de todos os câmpus, que discutiram as diretrizes para o estabelecimento de uma política de ensino de idiomas na instituição.

matilde_scaramucci_unicampEm seu sentido não técnico ou amplo, o termo proficiência geralmente é relacionado ao desempenho oral em um idioma, ou ainda é tomado como sinônimo de fluência, de acordo com a professora Matilde Scaramucci, da Unicamp, uma das palestrantes do evento. “Nesse sentido, a proficiência é tomada como algo absoluto, que tem como referência o falante nativo ‘ideal’”, analisa a professora, que defende uma concepção técnica para o termo. “Deve-se pensar no propósito da situação de uso da língua, ou seja, considerar as especificidades e as necessidades do uso da língua em diferentes contextos”, afirma.

estela_lopez_favre_UNVMUma das características do mundo globalizado é a necessidade de que as pessoas, em especial os estudantes, dominem mais de uma língua. “É um novo cenário: hoje vivemos em um mundo poliglota”, analisa Estela Lopez Favre, professora da Universidade Nacional de Villa Maria (UNVM), situada na província de Córdoba (Argentina). Para Estela, há vários desafios a serem enfrentados para a implementação de um centro de idiomas no IFSC: é preciso, por exemplo, potencializar o ensino de línguas com propósitos específicos, a partir de uma exaustiva análise que vá além do ensino por competências. Estabelecer uma gestão compartilhada do centro de idiomas entre os 21 câmpus, dar oportunidades de desenvolvimento profissional aos docentes e técnicos e trabalhar na geração de estratégias de comunicação para a ampla divulgação das atividades dessa estrutura são outros desafios apontados por Estela.

Internacionalização

analuciaA abertura do IFSC para a internacionalização, por meio do intercâmbio de estudantes e servidores, foi outro tema discutido durante o Fórum. Para Ana Lucia da Silveira Machado, servidora da Coordenadoria de Assuntos Internacionais (Assint), na ideia de internacionalização está embutida a relação entre países e o compartilhamento de conhecimento, ideias e tecnologias. “As línguas são fundamentais nesse processo”, considera. Com os atuais programas de intercâmbio – Ciência Sem Fronteiras, do MEC, e Propicie, do IFSC – já foram enviados alunos de cursos técnicos e de graduação para 11 países. “É interessante observar como os estudantes voltam motivados dessas experiências, com maior interesse pelos estudos e pela prática da pesquisa”, observa Ana Lucia.

Para a reitora Maria Clara Kaschny Schneider, é essencial levar em conta o contexto da educação profissional, científica e tecnológica quando se discutem temas como internacionalização e estruturação de um centro de línguas. “Precisamos ter sempre em mente as peculiaridades e a complexidade da nossa instituição”, disse a reitora, que recordou das primeiras iniciativas de encaminhamento de estudantes para intercâmbio, em 2010. “Já temos muitas outras realizações nessa área, mas ainda há como ampliar as oportunidades em todos os níveis e para todos, não só para alunos, mas também para os servidores”, destacou.

Convênio

assinatura_convenio_UNVMDurante o Fórum, a reitora Maria Clara Kaschny Schneider assinou convênio com a Universidade Nacional de Villa Maria (UNVM), instituição argentina que tem mais de 5 mil alunos e oferta 30 cursos de graduação e seis de pós-graduação em várias áreas do conhecimento. Com o convênio, IFSC e UNVM poderão realizar intercâmbio de estudantes e servidores e aprimorar o ensino das línguas nativas dos dois países para estrangeiros.

O I Fórum de Ensino de Línguas do IFSC foi promovido pelas pró-reitorias de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) e de Ensino (Proen), com a colaboração de docentes dos câmpus Garopaba, Gaspar e Florianópolis-Continente.

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Um comentário até o momento. em "Fórum discute política para ensino de línguas no IFSC"

  1. Ana Lucia S. Machado disse:

    Prezados colegas jornalistas do IFSC!
    Muito obrigada pela cobertura feita pela jornalista Ana Paula Luckman. A matéria conseguiu dar uma visão geral sobre o Fórum de Ensino de Línguas do IFSC, abordando os principais temas sobre os quais nos debruçamos e comentando alguns conceitos trazidos ao debate pelas palestrantes.

    Em nome da Comissão Organizadora,
    atenciosamente,
    Ana Lucia

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