Câmpus Florianópolis já está apto a receber óleo de cozinha usado para reciclagem

26. março 2014 | Escrito por | Categoria: Câmpus Florianópolis, Cotidiano, Matérias

lançamento_reoleo_GNa última sexta (21), o Câmpus Florianópolis fez o lançamento oficial de sua adesão ao Programa ReÓleo, da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), com a palestra de Luiz Antônio Falcão de Moura, diretor do projeto. Com a parceria, o câmpus passa a ser um Ponto de Entrega Voluntário (PEV) de óleo de cozinha usado, e servidores e alunos poderão trazer seus resíduos de casa para depositar na bombona disponibilizada em frente à antiga cantina.

“Mais do que um projeto acadêmico, o que temos hoje aqui é um projeto de alunos que se transformou, em parte, em realidade, e isso é uma grande satisfação para nós”, afirmou professor Rolando Córdova, que coordenou o Projeto Integrador da turma do curso técnico em Saneamento que deu origem à iniciativa.

Em sua palestra, Falcão lembrou de como pequenas iniciativas, às vezes podem tornar-se projetos grandiosos. Contou a história da Tia Alice, criadora do projeto Vila Olímpica da Mangueira, ‘descoberta’ como atleta ao pular o muro de uma vizinha para roubar carambolas e que depois usou materiais simples como pedras e barbantes para treinar crianças no morro carioca, pois queria que o esporte mudasse a vida delas como havia mudado a sua.

O Programa ReÓleo também nasceu de uma pequena reunião de mulheres da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, preocupadas com a poluição de um dos principais cartões postais da Ilha. De um projeto de bairro, o ReÓleo expandiu-se para toda a Grande Florianópolis e, em 15 anos, já alcançou a marca de 2,5 milhões de litro de óleo de cozinha reciclados.

E por que é tão importante não jogar o óleo de cozinha na pia, no ralo ou junto com o lixo comum? “Apenas um litro de óleo é capaz de poluir um milhão de litros de água potável. O óleo também impermeabiliza o lençol freático e cria uma camada na superfície de rios, lagos e mares, impedindo a oxigenação e a passagem da luz”, explicou Falcão. O óleo de cozinha também faz aumentar o número de algas (que costumam causar mau cheiro).

O PEV do Câmpus Florianópolis é exclusivo para alunos e servidores. Por questões de segurança e até mesmo fluxo de pessoas, membros da comunidade externa devem procurar outros pontos para depositar o seu óleo usado. Uma das opções é a própria Acif, que fica na Rua Emílio Blum, 121, bem próximo ao IFSC.

Saiba mais

• Prejuízos do óleo ao meio ambiente
O óleo de cozinha jogado indevidamente no ralo da pia, no bacio do banheiro ou em qualquer outro local causa entupimentos dos canos e agride o meio ambiente, ocasionando um processo gradual de destruição. Entre os principais efeitos danosos do óleo vegetal está a formação de uma película superficial que dificulta a troca gasosa entre o ar e a água, provocando a morte de plantas e animais aquáticos, além da impermeabilização das raízes das plantas, impedindo a absorção de nutrientes por elas. O ácido graxo saturado, mais conhecido como óleo comestível, de procedência vegetal e animal, em contato com a natureza, pode levar muitos anos para ser reabsorvido, prejudicando o lençol freático, inviabilizando a água potável de toda a região e contribuindo para a formação de focos pútridos de matéria em decomposição.

• Como armazenar e descartar o óleo corretamente?
Após usar o óleo, espere esfriar. Quando estiver frio, use um funil com gaze, se possível, para separar resíduos sólidos e despeje dentro de uma garrafa pet. Quando a garrafa estiver cheia, vá até um PEV e coloque a garrafa fechada dentro da bombona, conforme indicado no local.

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