Evento alusivo à SNCT no Câmpus Joinville engloba dimensões tecnológica e social

1. dezembro 2015 | Escrito por | Categoria: Câmpus Joinville, Eventos, Matérias

snctpalestras1No Ano Internacional da Luz, as conexões entre a luz, o desenvolvimento tecnológico e a dimensão social serviram de base para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2015 – “Luz, ciência e vida”. A programação alusiva à SNCT realizada no Câmpus Joinville, nos dias 25 e 26 de novembro, englobou diferentes atividades para atender estas dimensões.

As palestras de abertura do evento, na quarta-feira (25) à noite, já enfatizaram o dinamismo do tema. O aspecto tecnológico foi abordado pelo professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Modesto Hurtado Ferrer, na palestra “Rumo à inovação como um fator para a competitividade”, e a dimensão social ficou por conta da palestra “Discriminação, Preconceito e Cotas”, com o coordenador de Políticas Públicas, Direitos Humanos e Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura Municipal de Joinville, Cleiton Schulz.

snctpalestras2Além de abordar as questões de preconceito social, etnocentrismo, sexismo e discriminação racial, Cleiton trouxe uma “luz” sobre as ações afirmativas enquanto medidas temporárias para corrigir desigualdades historicamente acumuladas, com destaque para a política de cotas para negros. “Se não fossem as cotas, continuaríamos com a invisibilidade dos negros no ensino superior”, afirmou.

Para o palestrante, a luta é para que o ente público possa garantir bons serviços para todos, com igualdade de oportunidades, o que tornaria a política de cotas temporária. “Uma política pública tem maior efetividade quando se trata de uma demanda pública da sociedade”, explicou Cleiton. “Diminuir a desigualdade passa pela educação”, enfatizou.

Inovação

A importância da educação também foi ressaltada pelo professor Modesto Ferrer em sua palestra sobre inovação. “Criatividade e inovação sem pesquisa e sem educação não acontecem”, afirmou. Cubano radicado no Brasil há quinze anos, ele comentou que o país sofre com a falta da cultura da inovação. Uma prova é o baixo número de patentes registradas no Brasil, apesar de ser conhecido pela criatividade de seu povo.

snctpalestras3“A inovação tem a capacidade de agregar valor aos produtos de um empreendimento, mas também cabe a processos, procedimentos e metodologias”, resumiu o professor doutor em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Como caso de sucesso, Ferrer falou sobre o projeto de inovação tecnológica na área automotiva que coordena na UFSC, o Fórmula Cem, em que uma equipe de professores e estudantes de Engenharia Automotiva desenvolvem protótipos de veículos para a competição Fórmula SAE, concebida pela Associação Internacional dos Engenheiros da Mobilidade (SAE).

O projeto, que conta inclusive com o apoio do Câmpus Joinville do IFSC, tem como objetivo encontrar soluções inovadoras para a indústria automobilística. “Nossa responsabilidade como professores é formar profissionais competitivos e criativos.”

snctpalestras4Programação

A SNCT teve sequência na quinta (26) com apresentação de projetos de pesquisa e extensão vinculados a editais com apresentação obrigatória – em substituição ao Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepei), mostra de experimentos científicos e Feira de Artesanato do projeto Mulheres Sim.

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