Projeto de extensão confecciona uma composteira no Câmpus São José

2. junho 2016 | Escrito por | Categoria: Câmpus São José, Cotidiano, Matérias

Em 24 de maio, o projeto de extensão IFSC Consciente, do Câmpus São José, promoveu uma oficina de construção de composteira. O objetivo foi realizar uma formação com um grupo de servidores e alunos que serão os responsáveis pela manutenção da composteira.

Uma das primeiras iniciativas do projeto, que acontece desde março deste ano, foi a compra e identificação de novas lixeiras para separação dos resíduos sólidos do câmpus. Algumas destas lixeiras estão coletando material orgânico que foi depositado na composteira confeccionada no câmpus.

A oficina foi ministrada por Artur Arranz, que é egresso do Câmpus São José, atualmente estuda Agronomia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e é estagiário na composteira do Câmpus Florianópolis-Continente do IFSC. Artur iniciou indicando os tipos de resíduos ideais para um boa compostagem, pensando nos fungos e bactérias que irão atuar nestes resíduos.

Ele explicou que existem diversos tipos de composteiras e que, no caso do câmpus, irá utilizar um método que cria uma base estrutural para a circulação do ar. Neste caso, é importante que a base da composteira não esteja compactada. Foi utilizado para isso cepilho doado pela Companhia de Melhoramento da Capital (Comcap), empresa responsável pela coleta de lixo de Florianópolis.

Feita a estrutura da leira, foram depositados os resíduos orgânicos posteriormente cobertos por poda de grama do próprio câmpus. Artur ensina que a quantidade de poda de grama ou palha deve ser maior no início da implantação da composteira. “Esse resíduo deve descansar de três a quatro dias. Depois você pode abrir para colocar mais resíduos frescos”, explica.

No início, a temperatura sobe bastante. Nesta fase agem as bactérias na decomposição do material. Passando alguns meses, a temperatura baixa e agem os fungos. Este é o ciclo que otimiza o composto para ser utilizado em hortas.

Artur ressaltou que não existe certo ou errado na construção de composteiras. Deve-se achar o método mais adequado para cada caso, tomando sempre o cuidado com o mau cheiro, e principalmente evitar que atraia vetores de doenças, insetos e animais. “Estes fatores são causados pela circulação inadequada do ar na composteira”, conclui.

O projeto prevê ainda a construção de uma horta no câmpus, outra no Lar dos Velhinhos de Zulma, no bairro Kobrasol, e mais uma na Escola Básica Marcília de Oliveira, no bairro Forquilhinhas, ambos em São José. Mais informações com a coordenadora do projeto, Graciane Sebrão, pelo e-mail Graciane@ifsc.edu.br, ou com o bolsista do projeto, José Oliveira Martins, pelo e-mail oliveira.josef.mrv@gmail.com.

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