Laboratório do Câmpus Araranguá leva Química ao cotidiano dos alunos

22. junho 2016 | Escrito por | Categoria: Câmpus Araranguá, Cotidiano, Matérias

img_3175Aproximar a Química da realidade dos alunos e produzir material didático de baixo custo que possa ser replicado pelas escolas. Esses são os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pelos servidores do IFSC que atuam no Laboratório de Química do Câmpus Araranguá. Utilizando elementos do cotidiano para realizar pesquisas e experimentos, eles buscam despertar o interesse dos alunos para a Química e ainda colaborar com os professores da rede pública.

Um dos projetos realizados atualmente está aproveitando a borra de café rejeitada pela cantina do Câmpus para pesquisar sua capacidade de adsorção de metais pesados como o cromo hexavalente. Da borra de café, são extraídos os ácidos graxos e os ésteres presentes. O sólido residual é exposto a uma solução de cromo hexavalente para que a capacidade de adsorção seja avaliada. Além de testar uma técnica que pode ter aplicação na indústria, a pesquisa também envolve a comunidade interna ao dar uma destinação a um dos resíduos da cantina.

“Queremos que os alunos tragam suas dúvidas e façam suas experiências. Desenvolvemos o trabalho e colocamos o material à disposição, para aproximar os alunos do laboratório e ajudar os professores mostrando que é possível praticar a Química em sala de aula sem muito custo”, explica o químico Renato de Santa Helena, um dos responsáveis pelo laboratório.

img_3104Um exemplo disso é a pesquisa que está sendo feita no rio Araranguá. Com a colaboração dos alunos Lincon Maciel Nunes, Rodrigo Mondardo, Lucas Nunes e Malu Huss, voluntários do laboratório, estão sendo coletadas amostras da água do rio para a aferição do nível de oxigênio, acidez, turbidez e temperatura.

Para medir o nível de oxigênio da água, são usados materiais como garrafas pet e palha de aço. A acidez é verificada com o uso de indicadores naturais, como hibisco, repolho roxo, beterraba e outros vegetais de coloração forte, que mudam de cor de acordo com a acidez da água. Além de analisar as condições do rio Araranguá, o projeto tem um caráter pedagógico importante, na medida em que mostra aos estudantes as possibilidades da Química.

De acordo com o professor Alexandro Gomes, a ideia é sistematizar as experiências e transformá-las em uma proposta pedagógica a ser levada aos professores de Ciências da Natureza que atuam nas escolas públicas de Araranguá. “São materiais alternativos que podem ser utilizados nas escolas. O envolvimento se envolvem ainda mais, na medida em que trazem materiais de casa que podem servir para as experiências”, explica o professor. A proposta também trará os locais mais seguros e acessíveis para a coleta no rio, para que os professores possam levar suas turmas para realizar as experiências.

Por Daniel Cassol | Jornalista IFSC

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