Oficinas do Câmpus Caçador orientam comerciantes sobre manipulação de alimentos

15. julho 2016 | Escrito por | Categoria: Câmpus Caçador, Cotidiano, Matérias

No decorrer dos últimos dois meses, um projeto de extensão do Câmpus Caçador levou oficinas sobre manipulação de alimentos para cidades da região do Rio do Peixe. As atividades começaram em 23 de maio, no município de Lébon Régis, e passaram por Calmon, Matos Costa, Macieira e Rio das Antas até a última oficina, em 5 de julho, em Timbó Grande. Cerca de 100 comerciantes ligados ao setor de alimentação e auxiliares de cantinas escolares participaram da capacitação.

 

O projeto foi executado em conjunto com a Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina (DIVS/SC), que articulou a locação dos espaços para as oficinas e divulgação nos municípios. As oficinas foram ministradas pelos professores do câmpus Ricardo Guz, de Química; Marisa Sanson, de Administração e Iury de Almeida Accordi, de Biologia. A química Cristiane de Moura também atuou nas oficinas, como voluntária.

 

A parceria com a DIVS surgiu da necessidade de levar orientações práticas e legais para os estabelecimentos, conforme explica o professor Ricardo Guz, que é coordenador do projeto. Ele conta que a ideia de realizar um projeto de extensão na área existe desde a realização do curso de Manipulação de Alimentos no câmpus, no segundo semestre de 2015, em modalidade de Formação Inicial e Continuada (FIC).

 

“Os proprietários deveriam saber da legislação, mas na prática não é bem assim.” Esse é o diagnóstico de Célio Marcos Moreira Becker, gerente regional da DIVS em Caçador, sobre o contexto da fiscalização das condições de comercialização de alimentos na região. Ele aponta que “o foco do projeto é orientar antes de cobrar”, pois o órgão detecta essa demanda em municípios de pequeno porte da microrregião do Alto Vale do Rio do Peixe, como Macieira (1.815 habitantes) e Calmon (3.398 habitantes).

 

Zenita Tessari é proprietária de um mercado em Rio das Antas e participou do projeto, quando este esteve na cidade. Para ela, a oficina foi curta, mas importante para conhecer regras e cuidados necessários a quem trabalha com alimentação. “Tinha algumas coisas erradas no mercado. O balcão dos pães era aberto e o certo é deixar num lugar fechado, e agora arrumamos isso”, conta a dona do Mercadinho Beira Rio.

 

Por Eduarda Hillebrandt | Estagiária de Jornalismo IFSC

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