ICHA 2016: primeiro evento internacional padrão ICCA organizado pelo IFSC teve saldo positivo

21. outubro 2016 | Escrito por | Categoria: Câmpus Itajaí, Eventos, Matérias

A 17ª Conferência Internacional sobre Algas Nocivas (ICHA, em Inglês) terminou na última sexta-feira (14). Foram seis dias de discussões, palestras, debates sobre os impactos econômicos, sociais, em saúde pública, no turismo e aquicultura da ação desses organismos. Florianópolis recebeu o evento pela primeira vez na América Latina.

Os números

O ICHA 2016 recebeu 350 participantes. Foram pesquisadores de 35 países. A maior delegação estrangeira foi a dos Estados Unidos com 32 membros. Entre os trabalhos submetidos, 355 foram selecionados para apresentação em 14 áreas diferentes. Considerando todos os trabalhos submetidos, o número total de autores participantes no evento chegou a cerca de 1500, que representavam 438 instituições pelo mundo.

O ICHA 2016 foi o primeiro evento internacional organizado pelo IFSC, de acordo com as regras da International Congress and Convention Association’s (ICCA). A entidade classifica desta forma os eventos que contam com, pelo menos, três edições já realizadas, ter sede de forma itinerante entre países diversos, e receber mais de 50 participantes. Em 2015, Florianópolis ficou na 5ª colocação no ranking da ICCA entre as cidades brasileiras. O ICHA certamente irá contribuir para que a cidade mantenha essa marca.

ICHA abrirá portas

“Foi importante para o Brasil e para América Latina poder receber este evento. E com isso nós tivemos a possibilidade de ter na mesma sala contatos com pesquisadores de diferentes países. Como era sempre realizado em outros continentes, dificultava a participação de colegas do Chile, Uruguai, Argentina, Brasil, Peru, México e outros, porque acabava ficando caro, principalmente para estudantes.”, esclarece Luís Antônio de Oliveira Proença, Chairman do ICHA 2016 e responsável pela candidatura da cidade em receber a conferência.

Proença afirma que recebeu muitos elogios à organização e pontualidade do evento por parte dos participantes. “Inclusive, o nosso sistema de apresentação de trabalhos será reproduzido no próximo evento, pois não houve atrasos nas sessões.”, completa o professor, que afirma que o ICHA será um marco nessa área de conhecimento e um ponto de referência na questão das algas nocivas e marés vermelhas. Além disso, foi importante para o fortalecimento das parcerias do Brasil com outras instituições.

“Estamos tratando sobre um projeto de cooperação entre o IFSC, por meio LAQUA, o Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná e IFREMER na França (Institut français de recherche pour l’exploitation de la mer) para desenvolvimento de pesquisas e capacitação de alunos. Outra conversa que tivemos durante o ICHA 2016 foi no sentido de recebermos alunos da Nigéria para capacitação em taxonomia de algas nocivas marinhas do Atlântico Sul”, reforça o Mathias Schramm, professor do Câmpus Itajaí e um dos integrantes do comitê organizador.

O ICHA 2016 também foi o palco do anúncio das próximas duas edições do evento. Em 2018 ele será realizado em Nantes, na França, e em 2020 desembarca no México.

Por Rafael Xavier dos Passos | Jornalista IFSC

 

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