Empresário ministra aula sobre resíduos de equipamentos eletro-eletrônicos

17. maio 2016 | Escrito por | Categoria: Câmpus São José, Cotidiano, Matérias

Nesta terça-feira (17), os estudantes da disciplina de Engenharia e Sustentabilidade, do curso de Engenharia de Telecomunicações, receberam a visita do Engenheiro Ambiental Mark Rae, da Compuciclado. O objetivo foi falar sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos e apresentar o trabalho realizado pela empresa em relação ao lixo eletrônico.

Rae iniciou a palestra problematizando como a humanidade vem tratando a questão do lixo ao longo da história. Existem registros do império romano, onde eram construídas cloacas que drenavam as águas residuais e o lixo da cidade de Roma. Durante a idade média, os resíduos eram retirado das aldeias com carroças. Já na era industrial, os trens é que se encarregavam de mandar para longe das cidades o lixo que aumentava de produção, junto com o crescimento populacional e aumento da tecnologia.

Esta máxima de quanto maior o desenvolvimento da sociedade, mais resíduos sólidos ela produz, é uma verdade que até hoje pode ser confirmada. No município de Florianópolis, uma chaminé próxima a ponte Hercícilio Luz pode ser vista, ali era o incinerador que queimava o lixo da cidade. Com o aumento da produção foi criado o “lixão” do Itacorubi, que manteve a operação até 1985. Hoje todo o resíduo produzido na Grande Florianópolis é encaminhado para o aterro sanitário da empresa Proactiva, no município de Biguaçu.

Dados oficiais mostram que 58% dos resíduos produzidos atualmente no Brasil, possuem uma destinação adequada. Segundo Rae, estes dados podem ser questionados, “existe a necessidade de universalização da coleta, que na linha rural ainda é bastante precária. Há dificuldade no planejamento do destino dos resíduos sólidos, inclusive pela escassez de informação disponibilizada pelos municípios brasileiros”, explica.

Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)

A política foi instituída pela Lei nº 12.305/10 e prevê responsabilidade compartilhada através de mecanismos como Logística Reversa, que deve ser implementada por meio de: acordos setoriais (contratos firmados entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, onde partilham a responsabilidade pelo ciclo de vida do produto); regulamentos expedidos pelo Poder Público; ou termos de compromisso.

O sistema de Logística Reversa prevê a necessidade de acordos para lidar com os seguintes produtos: pneus; pilhas e baterias; embalagens e resíduos de agrotóxicos; lâmpadas fluorescentes, de mercúrio e vapor de sódio; óleos lubrificantes automotivos; peças e equipamentos eletrônicos e de informática; e eletrodomésticos.

Resíduos de equipamentos eletro-eletrônicos (REEE)

O Brasil produz anualmente 1,4 mil toneladas de lixo eletrônico por ano. Estes materiais trazem vários riscos associado pois contém substâncias tóxicas. Materiais como placas de circuitos, capacitores ou telas de tubo de Tv’s, contêm mercúrio, chumbo e zinco. O contato com algumas destas substância pode gerar contaminações físicas, químicas ou produzir doenças infectocontagiosas.

A empresa Compuciclado é uma das únicas licenciadas para promover o serviço de coleta e destinação adequada deste tipo de produto em Santa Catarina. Eles promovem a triagem, desmontagem e separação dos componentes, e exportam para empresas especializadas na reciclagem dos materiais, ou encaminham para a CDI, que reutiliza equipamentos ainda com a possibilidade de uso em projetos sociais. A empresa possui cerca de 50 pontos de coletas voluntárias (PEV’s) em Santa Catarina, e recebe entregas de pessoas físicas na sua sede, em Palhoça.

A atividade foi uma iniciativa do professor da disciplina, Felipe Souza, e a ideia é que os alunos possam visitar a empresa para conhecer um pouco mais de sua operação.

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