Curso de informática abre horizontes para a “melhor idade”

24. maio 2016 | Escrito por | Categoria: Câmpus Araranguá, Cotidiano, Matérias

Coordenador adjunto do Pronatec e assistente de aluno no Câmpus Araranguá, o servidor Bruno José de Souza percebeu uma demanda importante entre estudantes da terceira idade que frequentavam os cursos de qualificação da instituição. Muitos deles tinham dificuldade em realizar tarefas no computador e na internet. Para ajudá-los, ministrou algumas aulas de informática em 2015. Resultado: os alunos quiseram mais.

“Durante as aulas, os alunos manifestaram interesse em aprender mais, já que muitos não tinham acesso a computadores e gostariam de participar de um curso. Diante disso, decidi submeter um projeto de extensão. Era uma demanda de várias pessoas”, explica Bruno.

O projeto de extensão “Navegando na melhor idade”, financiado com recursos do Câmpus Araranguá, teve cerca de 70 inscritos, dos quais foram selecionados 20. Entre eles, muita alunas e alunos – três homens e 17 mulheres – dos cursos de qualificação já ofertados pelo câmpus, que tinham pouca familiaridade com o universo da informática.

Além de noções de informática e tarefas na internet, trabalhadas por Bruno, o curso também contou com aulas da psicóloga Julielle Conceição, que trabalhou com os estudantes questões sobre redes sociais e relação das pessoas com a internet. O curso também teve acompanhamento da pedagoga Virginia Jordão da Silva. As aulas se iniciaram em 17 de fevereiro e terminaram na semana passada. No sábado, dia 21, uma confraternização marcou o encerramento do curso.

Moradora do bairro Morro dos Conventos, em Araranguá, Mary Estela Lima, 56 anos, era a aluna mais nova do curso. Ela se formou no curso técnico em Têxtil do câmpus e, atualmente, frequenta disciplinas novas que foram acrescentadas ao curso. O Câmpus Araranguá é uma extensão da própria casa, como ela mesma diz. O curso veio ajudá-la a desempenhar atividades que, sozinha, não conseguia antes.

“Quando fiz o curso, em 2011, sempre precisava de ajuda para apresentar algum trabalho, porque não tinha contato nenhum com computador”, conta Mary Estella. Ela concluiu o segundo grau em 1977 e aprendeu a datilografar em uma máquina de escrever IBM, avançada para a época. Até hoje, nunca havia trabalhado com computador. Realidade que mudou com o curso realizado no IFSC.

Atualmente, Mary Estella trabalha produzindo e vendendo comida congelada em casa. Com o curso, pretende criar uma tabela para controle das vendas e uma página no Facebook para divulgar os produtos.

“Foi um curso compacto, mas que abrangeu tudo. Desde ligar o computador até a escrever um e-mail, criar uma conta no Facebook, formatar um texto. Ajudou muito. A partir de agora, não vou precisar mais de ajuda para fazer meus trabalhos”, comemora Mary Estella, que no curso conseguiu, pela primeira vez na vida, mandar um e-mail sem ajuda de ninguém.

 

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