Câmpus Garopaba promove Mostra de Cinema e Direitos Humanos

24. junho 2016 | Escrito por | Categoria: Câmpus Garopaba, Cotidiano, Matérias

cinedebategaropabaUma série de cine-debates sobre direitos humanos envolveu alunos, professores e servidores do Câmpus Garopaba de 20 a 22 de junho. Curta-metragens sobre liberdade de expressão, direito à educação e tolerância religiosa foram exibidos e discutidos nos três dias de evento. As exibições foram organizadas pela Coordenadoria de Extensão e fazem parte da 10º Mostra de Cinema e Direitos Humanos – evento realizado anualmente pelo governo federal em diversas cidades do Brasil, e pelas Nações Unidas ao redor do globo.

 

A sessão de abertura foi na tarde de segunda-feira (20), no hall de entrada do câmpus, e reuniu cerca de 70 alunos dos cursos técnicos concomitantes. Houve exibição do mini-documentário “O muro é o meio” (2014), do diretor Eudaldo Monção Jr., seguido de debate com mesa composta pelos professores de História Viegas Fernandes da Costa e Juliani Walotek. O curta, premiado nacionalmente, estabelece a relação entre as mensagens das pichações e a realidade social da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

 

“A primeira questão feita por parte dos alunos é porque o tema da pichação estava numa mostra sobre direitos humanos, mas é importante entender que a pichação está relacionada com a liberdade de expressão, com transgressão”, explica o professor Viegas. Ele percebeu divergências entre as opiniões dos alunos; enquanto alguns associavam pichação com vandalismo, muitos a defendiam como manifestação política. “Enquanto educadores, não fazemos juízo de valor. Devemos fazer nossos alunos pensarem a pichação enquanto fenômeno social urbano, e não tratar o tema com preconceito e se abster do debate.”

Em outras sessões, intercaladas entre os períodos matutino, vespertino e noturno, para que todos os alunos pudessem comparecer, outros curtas entraram em pauta. O “Abraço da Maré” (2013), de Victor Ciríaco, documenta uma família ribeirinha que vive às margens do Rio Potengi, em Natal (RN). A tolerância religiosa foi tema discutido a partir do curta ficcional “Do Meu Lado” (2014), de Tarcísio Lara Puiati, que retrata a relação entre uma umbandista e sua vizinha protestante. A exibição de “500 – Os bebês roubados pela ditadura argentina” (2014), de Alexandre Valentini, foi adiada e terá nova data divulgada em breve.

 

A coordenadora de Extensão do câmpus e assistente social Marilucia Tamanini Schauffert foi quem idealizou e organizou a mostra. Ela explica que o cinema é uma estratégia para fazer os jovens refletirem sobre os direitos humanos. “Nos preocupamos, aqui no instituto, com o ser humano na sua integralidade, e essa pode ser uma contribuição para o desenvolvimento pessoal dos alunos”.

Segunda etapa promoverá cine-debate para a comunidade externa

A segunda etapa da Mostra de Cinema e Direitos Humanos será realizada no Centro Multiuso e no Centro de Referência Especializado em em Assistência Social (CREAS) de Garopaba no próximo mês, em eventos abertos à comunidade. “Muitas famílias não tem acesso à internet, e não tem sala de cinema em Garopaba, então muitas produções não chegam até aqui. Nossa ideia é também facilitar o acesso à cultura”, conta Marilucia, que está à frente da organização em parceria com a Prefeitura de Garopaba.

Por Eduarda Hillebrandt | Estagiária de Jornalismo IFSC

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