Cinco estudantes do IFSC vão participar do revezamento da tocha olímpica

27. maio 2016 | Escrito por | Categoria: Câmpus Chapecó, Câmpus Florianópolis, Câmpus Gaspar, Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, Câmpus Joinville, Cotidiano, Matérias

Estudantes de cinco câmpus do IFSC foram selecionados para carregar a tocha olímpica em julho, cerca de um mês antes do início das Olimpíadas do Rio de Janeiro, quando a chama olímpica vai passar por Santa Catarina. O revezamento da tocha começou em 3 de maio, em Brasília, e termina em 4 de agosto, na cidade-sede dos Jogos, depois de passar por 335 municípios.

Os alunos do IFSC que vão carregar a tocha são dos câmpus Chapecó, Florianópolis, Gaspar, Jaraguá do Sul e Joinville. Eles foram escolhidos a partir de um concurso de redação que teve como tema “O Brasil e os Jogos Olímpicos”, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed). Foram selecionados três estudantes por município participante do revezamento da tocha olímpica, sendo dois do ensino fundamental (anos finais) e um do ensino médio.

A decisão do Comitê Olímpico de escolher alunos de escolas públicas para conduzir a tocha tem como objetivo enfatizar a importância da educação para o Brasil. Em cada município, foram escolhidas duas escolas para participar do revezamento, uma de ensino fundamental e outra de ensino médio.

Conheça a seguir os estudantes do IFSC selecionados para carregar a tocha olímpica.

Chapecó

Leitora assídua, a estudante Luana Deboni, do Câmpus Chapecó, não imaginou que este hábito daria a bagagem necessária para ela carregar a tocha que representa os Jogos Olímpicos que serão realizados este ano no Brasil. Luana cursa o Módulo V do curso técnico integrado em Informática e, como já participa todos os anos do Enem e de outras provas para testar o conhecimento aprendido em sala de aula, decidiu se inscrever também em um concurso de redação do câmpus.

“Me interessei pela proposta e também vi o concurso como uma oportunidade para testar meus conhecimentos, mesmo se eu não conseguisse o primeiro lugar. Seria mais uma forma de praticar as habilidades necessárias para escrever uma boa redação”, comenta.

Já no momento de escrever, a estudante se deteve ao assunto inclusão. “Por se tratar de um evento que atrai e reúne a participação de muitos atletas e pessoas de uma forma geral, e até mesmo pelo próprio símbolo das Olimpíadas, pareceu claro que eu deveria escrever sobre a inclusão social.”

A redação foi corrigida por três professores e a nota final 8,66 garantiu a Luana o primeiro lugar no concurso e a oportunidade de conduzir a tocha das Olimpíadas em 3 de julho. É nesta data que o símbolo dos Jogos passa em Chapecó e será conduzido, por decisão do Ministério da Educação (MEC), por dois alunos de escolas públicas, um deles do ensino fundamental e outro do ensino médio – neste caso, a aluna do IFSC.

“Não imaginei que teria esta oportunidade e tantas outras que os estudantes do Instituto Federal possuem, justamente por estudarem em uma escola de qualidade como esta. São momentos como esse que me motivam a continuar estudando e buscando, através do conhecimento, um futuro melhor”, destaca a estudante.

Florianópolis

13242333_1052379611503737_1347104994_oA chegada da tocha olímpica a Florianópolis, prevista para 10 de julho, deve fazer aumentar a ansiedade de Gabriel Tasior (à esquerda na foto), aluno do curso técnico integrado em Química do Câmpus Florianópolis. Ele representará o câmpus no revezamento da condução da tocha na capital catarinense.

Gabriel é jogador de vôlei e já representou o IFSC em diversas competições esportivas. “Já ganhamos vaga para três JIFs [Jogos dos Institutos Federais]. Mas só joguei dois, pois participo de competições fora do IFSC por outro clube e coincidiu uma competição do clube com a fase nacional em Natal. Represento o IFSC no vôlei de quadra e praia. Fui duas vezes campeão do JIFSul [Jogos dos Institutos Federais da Região Sul] no vôlei de praia, que garante vaga pro nacional, e uma vez no JIFSul no vôlei de quadra, que também classifica”, explica o atleta.

O estudante diz que ainda está calmo, pois a comissão organizadora ainda não entrou em contato. “Quando entrarem em contato, acredito que a ansiedade vá aumentar bastante”, conta Gabriel.

Gaspar

Nayane Dal-Ri (à direita na foto), aluna do curso técnico integrado em Química do Câmpus Gaspar, já está contando os dias para a chegada da tocha olímpica na cidade. Ela foi escolhida para o IFSC durante a passagem da pira olímpica por Gaspar e irá conduzir a tocha. “As pessoas já se referem a mim como a menina da tocha olímpica. Já dei até entrevista para a tevê. Eu e meus pais estamos muito lisonjeados por poder representar a instituição e a cidade. Sei que isso irá marcar minha história.”

Nayane foi a vencedora do concurso de redação realizado no Câmpus Gaspar com o tema “O Brasil e os Jogos Olímpicos”. “Português é a minha matéria preferida e eu gosto muito de escrever. Eu vejo as Olimpíadas como um momento muito importante para o Brasil para que os estrangeiros passem a enxergar o Brasil além do carnaval e futebol. Na minha redação eu falei também sobre os jogos paraolímpicos e acho que isso foi um diferencial para que eu fosse selecionada.”

Jaraguá do Sul

Uma mistura de emoção e de nervosismo é o sentimento que acompanhará a estudante Gabriela Eduarda Pereira, de 15 anos, até 13 de julho, quando ela vai conduzir por aproximadamente 200 metros a tocha olímpica em Jaraguá do Sul. “No meu texto, abordei como as Olimpíadas estimulam a união dos povos e o espírito de equipe entre as pessoas”, destaca a aluna da primeira fase do curso técnico integrado em Química, falando sobre o concurso de redação.

Adepta da prática de esportes, Gabriela tem afinidade com o voleibol e já teve conquistas nessa modalidade. “O esporte é muito importante pra mim. Aqui no IFSC eu jogo vôlei e já participei anteriormente de campeonatos em Santa Catarina, inclusive conquistando algumas medalhas, como o título recente da competição promovida pela Associação Vôlei Joinville”, conta.

Além da estudante do IFSC, outras 34 pessoas também conduzirão a tocha olímpica em Jaraguá do Sul, num percurso total de sete quilômetros pelas ruas do município.

Joinville

O aluno Lucas Fernandes Kolombeski, do 5º módulo do curso técnico em mecânica do Câmpus Joinville, está em contagem regressiva para 13 de julho, dia em que a tocha chega ao município do Norte do Estado.

Lucas vai representar o Câmpus Joinville na condução do fogo olímpico pela cidade. “É uma responsabilidade muito grande, não só pelo IFSC, mas por todos os alunos do ensino médio que vou representar”, comenta o estudante, que agora luta contra a ansiedade. “Estou me preparando psicologicamente para fazer tudo bem feito.”

Nessa “batalha”, Lucas conta com o apoio dos amigos, que o pressionaram a se inscrever no concurso contra a vontade, dos demais alunos do câmpus, servidores e familiares. As brincadeiras e zoação também ajudam a amenizar o peso da responsabilidade e o medo de deixar a tocha cair. “A pressão é bem grande e tem que ser forte para pensar no significado disso tudo.”

A redação “A inclusão social inserida na sociedade” foi selecionada entre as 41 escritas por alunos dos cursos técnicos integrados participantes do concurso. Lucas escolheu o tema “Jogos paralímpicos e inclusão social” por realmente acreditar que o esporte é um modo de incluir pessoas marginalizadas e esquecidas no contexto geral. “Na minha antiga escola, estudei com um menino que tinha uma deficiência nos punhos e competia por Joinville nas provas de natação. Era um excelente atleta e sabia que isso era importante para ele. Lembrei dele na hora de escrever”, conta Lucas.

Para o jovem, a própria decisão do MEC em escolher alunos de escolas públicas para condução da tocha é uma forma de inclusão. “É bom vermos que estão enfocando a educação pública”, diz. O IFSC foi escolhido pelo Ministério da Educação (MEC) para representar as escolas de ensino médio devido à excelente nota obtida pelo Câmpus Joinville no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014, com média de 617,42 pontos – a melhor nota de todas as escolas públicas de Santa Catarina.

Não foi à toa que os amigos incentivaram Lucas a participar de seu primeiro concurso de redação. Ele é apaixonado pela literatura e, além de ser um leitor assíduo, é um ótimo escritor. Seu conto “Descrevo porque anseio” foi publicado no livro de contos e crônicas Viagens de Papel, pela Andross Editora, no ano passado.

Apesar da aptidão, Lucas não se vê escritor profissional. “Tento colocar no papel algo que quero desabafar. Escrevo por hobby. Não quero escrever por obrigação”, explica o jovem, que não consegue se lembrar de quando começou a escrever, mas do livro que o motivou a transformar o leitor em escritor. Coração de Tinta, de Cornelia Funke, foi a inspiração. “Devorei o livro e queria mais. Tive vontade de viver essa emoção de querer mostrar um trabalho meu. Então, descobri que também podia escrever.”

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