Explicando a Extensão: a arte como proposta extensionista e os 20 anos da Orquestra

3. setembro 2021 | Escrito por | Categoria: Destaques

Na série “Explicando a Extensão” de hoje, vamos falar sobre o desenvolvimento da arte no IFSC, a partir do exemplo da Orquestra, que em 2021 completa 20 anos.

A arte sempre fez parte do IFSC, desde o tempo da antiga Escola Técnica: música, teatro e artes plásticas complementam a formação integral dos estudantes. Como proposta extensionista, a arte é fomentada por programas, editais e recursos próprios.

Uma dessas iniciativas é a Orquestra do IFSC, que em seus 20 anos de história, se fortaleceu como atividade de extensão. O maestro e professor Irineu Melo conta que, quando ingressou no IFSC, em 1997, já existia uma banda, o coral e iniciativas em artes plásticas. Ele criou a “Cefet Big Band”, com 28 músicos, e em 2001, iniciou a montagem da Orquestra, com alunos do IFSC e da comunidade externa.

De acordo com o maestro, iniciativas como a da Orquestra tiveram um desenvolvimento maior como programas permanentes. Antes da Extensão ser consolidada no IFSC, atividades artísticas eram complementos à carga horária dos estudantes e, hoje, a Extensão já faz parte do currículo.

Além disso, com a consolidação da Extensão houve maior organização dos processos, surgiu a necessidade de gerar e mensurar resultados, como número de concertos e apresentações, relatórios, entre outros. Um dos principais ganhos, segundo o maestro, é a possibilidade de os participantes da Orquestra receberem bolsas para continuar atuando e poderem viajar para se apresentar em outras cidades. Melo recorda que a primeira viagem com bolsas e recursos da Extensão foi em 2001, quando a Orquestra representou o IFSC no Fórum Mundial de Ciência e Tecnologia em Brasília. “A partir dali não parou de ter bolsa para o Coral e a Orquestra”. Para o maestro, “a Extensão melhorou muitas coisas e vamos ver o que podemos melhorar mais, pois a tendência da Orquestra é crescer”.

Melo conta que vários alunos da orquestra se tornaram músicos profissionais a partir da experiência no IFSC, sendo que muitos já estão fazendo mestrado ou doutorado em música, inclusive fora do Brasil. “Eu costumo dizer que a música é uma arte, uma ciência, mas também é um ofício. Ela pode trazer o pão para casa”, destaca o maestro. “Na Udesc, nossa universidade que trabalha com artes, grande parte são alunos que passaram pelo IFSC”, exemplifica. Para aqueles que têm na música um hobby, o professor diz que a arte é importante para o desenvolvimento do ser humano, “é uma meditação, a arte sempre faz bem”.

Atualmente, o Coral tem inscrições abertas para todos os interessados, de todas as idades. Para ingressar na Orquestra, é necessário realizar uma audiência ou cursar um dos cursos de qualificação profissional (FIC) Básico em Instrumentos de Orquestra ou Prática de Orquestra, cuja seleção é realizada por meio de sorteio público. São cerca de 70 a 80 pessoas atuando na Orquestra todos os anos, alunos regulares do IFSC e da comunidade externa. Com a pandemia, os ensaios estão sendo realizados de forma on-line.

Por Coordenadoria de Jornalismo do IFSC

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